As vezes algumas coisas estão tão próximas do nosso nariz que nos torna impossível distingui-las.
Ando aprendendo muita coisa, dentre elas a dar valor as ações cotidianas e bens que só damos valor ao perdê-los ou na sua escassez.
Sempre achei as festas de final de ano uma obrigação sem tamanho. O natal na maioria da vezes se tornava um evento enfadonho, uma formalidade sem necessidade, imposto por razões inquestionáveis. Hoje, quando a distância me coloca longe daqueles que amo e que se importam por mim, descobri que algumas barreiras devem ser quebradas, celebrações devem ser compatilhadas e vistas como momentos de congregação dos valores que nos classificam como uma família.
Voltar ao lar significa não ter que explicar quem sou, retornar ao espaço que de alguma forma ainda reconheço como meu e parte da minha história.
Presentear aqueles que amo nessa época é uma maneira de dividir o que tenho, de dizer que são importantes e que mesmo estando distante, me lembro diariamente de cada um daqueles que me ajudaram a ser que sou hoje.
Admito que estar longe da correria familiar do natal esse ano me ajudou a ver as coisas de outra maneira, a distância também tem sua cota de participação assim como a necessidade de me sentir parte de algo familiar e conhecido.
O ano que está para acabar (2008) me deixa uma série de lições e acertos, tenho muito a agradecer, agradecer a pessoas e fatos presentes na minha, agradecer pela possibilidade de ter tomado as rédeas de minha vida de volta, de vislumbrar mudanças, de experimentar o novo e de abrir novas portas pra sempre nessa Ana Carolina aqui presente no hoje e agora.
Que venham os novos tempos, com tudo aquilo que eu pedir, merecer e puder suportar.
Obrigada a todos que aqui estiveram presentes de alguma maneira.
Bom natal e feliz 2008 e mais feliz ainda o 2009 e sempre!
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